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Síndrome dos Ovários Policísticos: sintomas, diagnóstico e tratamentos

Atualizado: 25 de Jul de 2019

A Síndrome dos Ovários Policísticos é uma doença comum entre as mulheres na idade reprodutiva. Essa condição pode ocasionar irregularidade menstrual, ganho de peso, acne, pele e cabelo oleosos, inchaço, aumento dos pelos e queda de cabelo. Nós, da KEA Clinic, produzimos esse artigo para te ajudar a entender mais sobre a Síndrome dos Ovários Policísticos, seus sintomas, diagnóstico e tratamentos, confira:


A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um distúrbio endocrinológico caracterizado por um aumento na produção de hormônios masculinos na mulher. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) estima que 1 em cada 15 mulheres sofre com a Síndrome, uma prevalência de 5% a 10% da população feminina em idade fértil.


A Síndrome manifesta-se de diferentes formas, sendo que os sintomas mais comuns incluem:


- Alterações menstruais como: atrasos recorrentes, menstruação mais espaçada, menstruação intensa ou ausência de menstruação;

- Hirsutismo: o aumento de pelos no rosto, seios e abdômen;

- Ganho de peso e obesidade;

- Acne;

- Oleosidade na pele e nos cabelos;

- Queda de cabelo;

- Inchaço;

- Infertilidade;

- Depressão.

O diagnóstico da SOP é feito através de avaliação do histórico da paciente e da realização de exames clínicos, exames laboratoriais e ultrassom. No ultrassom é possível perceber o aparecimento de muitos folículos na superfície dos ovários.


Ainda não foi descoberta uma causa específica para a ocorrência da Síndrome dos Ovários Policísticos. 50% das mulheres que têm SOP também apresentam hiperinsulinismo, uma quantidade elevada de insulina no sangue. A outra metade geralmente sofre com problemas no hipotálamo, na hipófise e nas glândulas adrenais, resultando em uma produção acentuada de hormônios masculinos.


As mulheres com SOP frequentemente apresentam excesso de peso e complicações metabólicas como hipertensão arterial, aumento dos triglicérides, elevação da glicemia ou mesmo diabetes do tipo 2. Por conta disso, muitas pesquisas têm demonstrado uma forte associação entre SOP e doença cardiovascular. Estudos que avaliaram um reconhecido marcador de aterosclerose subclínica- a espessura médio-intimal das artérias carótidas, mostraram valores significativamente aumentados em mulheres com SOP, indicando que elas têm um risco maior de aterosclerose prematura. Tais achados reforçam a importância do rastreamento e monitoramento dos fatores de risco cardiovascular nessas mulheres.

Um grande estudo nacional com base em registros na Dinamarca, que incluiu 18.112 mulheres com SOP e 52.769 mulheres no grupo controle (que não tinham a doença), encontrou taxas mais altas de eventos cardiovasculares, em pacientes relativamente jovens com SOP. A presença de obesidade, diabetes e infertilidade foi associada ao aumento do risco nessas mulheres. Como o excesso de peso piora o risco cardiovascular, a perda de peso em mulheres com SOP tem sido recomendada para redução dos fatores de risco metabólicos. Mas a perda de peso também tem sido relacionada à melhora dos parâmetros hormonais e fertilidade.


SOP é uma doença crônica, sendo que o tratamento atua nos sintomas. As principais formas de tratamento são:

- Anticoncepcionais orais.

- Antidiabetogênicos orais nos casos onde a Síndrome dos Ovários Policísticos é associada à Resistência Insulínica (RI).

- Indutores de ovulação.

- Dieta e atividade física.

Desta forma, uma parte importante no tratamento da SOP é a alimentação. Seguir um plano alimentar com quantidades adequadas individualmente para promover a perda de peso de forma gradativa e de forma saudável, com combinações de alimentos que resultem em um índice glicêmico mais baixo, têm se mostrado com grande eficácia para reduzir os processos inflamatórios e alterações no metabolismo como descritos anteriormente.


A inclusão de alimentos ricos em selênio, como a castanha do Pará e vitamina D, como peixes, ovos e leite (integral ou semidesnatado) também parece ser benéficos no metabolismo da insulina e no perfil lipídico de mulheres com SOP.


Pequenas mudanças na alimentação podem trazer grandes benefícios sem ser restritiva. Combinar os alimentos ricos em carboidratos com fibras, proteínas e gorduras de boa qualidade são estratégias para diminuir o índice glicêmico. Um bom exemplo é ao invés de comer somente uma sopa de mandioquinha, diminua 1/3 da porção e acrescente 1 colher de sopa de frango desfiado (rico em proteína), um punhado de rúcula picada (rica em fibras), 2 ou 3 amêndoas (rica em gorduras de boa qualidade) e regue com um fio de azeite extra virgem (rica em gorduras de boa qualidade). Terá uma refeição mais nutritiva e com índice glicêmico mais baixo.


A inclusão de probióticos e alimentos prebióticos (fibras não-digeríveis que funcionam como alimento para as bactérias intestinais benéficas) como aveia, aspargos, chicória, entre outros, também têm se mostrado eficaz no tratamento dos sintomas de SOP, pois além de melhorar a absorção de nutrientes, melhoram a imunidade, melhoram o controle da glicemia entre outros benefícios pois estão associados à diminuição de marcadores inflamatórios causadores de alterações negativas no metabolismo.


A prática de atividade físicas também é de extrema importância, pois também auxilia na perda de peso, favorece a queda nos níveis de hormônios androgênicos, diminui a resistência à insulina, além de melhorar o perfil metabólico e hormonal.



São muitas as repercussões da SOP na pele, sendo a principal o hirsutismo (aumento de pelos terminais na face) e acne. É importante ressaltar que tratamentos a laser para remoção desses pelos só devem ser realizados uma vez que a condição hormonal estiver em equilíbrio, caso contrário os pelos irão crescer novamente.


Em relação à acne ela predomina na área da mandíbula onde existem maior número de receptores de andrógenos nas glândulas sebáceas. O tratamento inclui a prescrição de anticoncepcionais com efeito anti-androgênico associados muitas vezes com outras substâncias com efeito anti-androgênico como a espironolactona também além de medidas de controle de seborreia (oleosidade) como uso de ácidos retinóico e glicólico .


Aqui, na KEA Clinic, contamos com uma equipe multidisciplinar qualificada, que avalia cada caso individualmente para garantir os melhores resultados.


Nossas endocrinologistas, Dra. Elaine Dias e Dra. Daniela Miranda, têm Título de Doutorado e Título de Especialista em Endocrinologia e Metabologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.


Entre em contato com a KEA Clinic pelo telefone (11) 4750-1854 (11) 93320-0808 (whatsapp).


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